O que leva um adulto a amar o próprio aniversário?

O que leva um adulto a amar o próprio aniversário?

O adulto, no caso, sou eu mesma!

Essa semana completei 42 anos, faltou espaço para tanta alegria e sobraram motivos para tantas comemorações. Mas as pessoas me questionam. Querem saber como eu posso dar tanta importância ao meu aniversário, depois dos 40 anos. Como se a partir de então, a data representasse um atestado de tristeza, ou pior ainda de velhice.

Pra mim, é um atestado de vida! Todo ano, lá estou eu! Na mesa do bolo, pra celebrar!

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Fazendo pedidos!

Mas existem alguns detalhes que talvez justifiquem essa minha “fixação” por festejar o 14 de julho.

Imaginem vocês que, depois de um parto difícil, segundo a minha mãe, dos cinco que teve, o mais complicado da vida dela, eu nasci, às 23:50. Restaram pra mim 10 minutos de aniversário e isso pesa… Uma maldição Cinderela, que cria no meu coração urgência e apego a data.

Sem falar, que a minha primeira festa de aniversário só foi possível quando eu completei três anos. Antes disso, sérias crises de bronquite impediam a comemoração. Durante anos fiquei constrangida com a minha lembrancinha de “3” anos. Na foto, não havia o bebê careca e banguela, prestes a completar o primeiro ano de vida e sim, uma menina crescidinha, de cabelo curtinho, camisetinha de malha e no texto uma explicação aos convidados. Quase um pedido de desculpas.

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Atrasada!

Mas eu só me apaixonei mesmo na minha festa de cinco anos. Era 78, minha bronquite havia desaparecido e minha avó Cecy, encomendou um bolo lindo no formato de borboleta e eu estava toda linda de Maria Chiquinha e uma roupinha verde da qual nunca vou me esquecer.

Mas esses, como eu disse, são detalhes… Minhas razões vem agora! A vida é um dom, não só pela saúde, não só pelo trabalho, ou em razão de ela ter me feito mãe de três filhos. A vida é um dom, o ar que entra e sai das narinas é o que há de mais sensacional, por isso comemoro os 42, os 50 ou quantos mais eu tiver, pelo simples fato de respirar… Mas não me deixem sem festa, de preferência com bolo, champanhe e quem eu puder arrastar comigo.  Não se trata de exagero, é um caso de amor à vida!

 

 

 

 

Autor

Marilucy Cardoso

Marilucy Cardoso

Jornalista, mãe, canceriana, nascida em 1973, cheia de histórias para contar e suja algumas panelas nas horas vagas.

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Comentários

  • Elizete Elizete julho 21, em 07:12

    Mari, é essa alegria de viver que me faz amar você, mesmo nos momentos difíceis, você consegue sorrir e brincar. sua companhia me contagia, posso ficar contigo muitas horas e sempre teremos sempre assunto e muitas risadas. Você é muito especial e sempre será. Mil beijos pelos 42 anos.

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    • Marilucy Cardoso Marilucy Cardoso julho 21, em 07:31

      Tem gente que inspira a gente e você uma delas Elizete!!! Eu é que sou muito feliz ao seu lado sempre, um grande bj minha amiga e muito obrigada!!!

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  • Márcia Floriano Márcia Floriano julho 21, em 19:31

    Amei seu blog!!!! Maravilhoso! Será um sucesso, como você é, com certeza!!!

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  • Lucyene Vilela Lucyene Vilela julho 22, em 10:09

    Certíssima irmã!! Mais do que nunca sabemos o quanto devemos comemorar cada instante da nossa vida em que o "... ar entra e sai das narinas"!! Que venham muitas comemorações, muitos bolos de aniversário e muitos parabéns à você nesta data que lhe é tão querida!!E pra "fechar", só desejo que estejamos sempre juntas, brindando a vida, como nessa foto que você postou!! Viva!!

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  • Bel Oberg Bel Oberg julho 24, em 10:19

    Ahhhh, foram tantas as sensações lendo esse texto do aniversário que fico em dúvida por onde começar a escrever. Vamos lá, que delícia de texto! Texto bom é aquele que faz a gente mergulhar na história, sorrir enquanto lê, ou chorar, mas não nesse caso. Garota, você sempre soube "divertir" os amigos e não seria diferente por aqui. Comemore sempre, em pequenas reuniões, grandes festas ou distribuindo marmitinhas lindas aos colegas de trabalho como fez esse ano, só não perca a elegância de sempre! Essa aliás pra mim é sua marca, elegância! E sei que é isso que encontraremos aqui no Bolonhesa. Conte comigo, adoro ser sua amiga, ser convidada para seus cafés deliciosamente charmosos e agora ser sua leitora. Pra encerrar, o que dizer do cartão de lembrancinha dos três anos?? Jesus!! Que graça!! Tô achando que a genética explica bem essa paixão pelo belo no que envolve as comemorações. Beijos e sucesso nessa nova área.

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    • Marilucy Cardoso Marilucy Cardoso julho 24, em 10:57

      Belzinha, Quando um projeto decola, precisa de força na subida e as suas palavras são um impulso maravilhoso!É muito bom saber com quem podemos e a qualquer momento. Muito obrigada pelo carinho de sempre e volte todo dia!!! Um bj enorme amiga!!!

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