Eu tô diferente!

Eu tô diferente!

Tenho me percebido diferente e não é de hoje. Há algum tempo isso me incomodaria demais. Porque minhas convicções, com cores de dogmas, não me deixavam voltar atrás, não me deixavam sequer mudar de lugar no meu restaurante favorito, ou no tatame da minha aula de pilates. Fazer tudo igual, de preferência, sem dar um passo pra trás, era quase automático pra mim. A liberação do perdão? Esquece, há algum tempo, sem chances.  E isso, claro me fez perder muitas pessoas importantes na minha vida, especialmente alguns amigos.

Se olho rapidamente para o meu grupo de amigos, me acho eclética, se olho com cuidado percebo semelhanças entre os amigos e é isso que faz deles parte do meu grupo.

Já escrevi sobre amizade antes, disse que detesto as qualificações: melhores, verdadeiros… Amigo é alguém que pode ser amigo uma única vez, por dez minutos, sem querer. Amigo é quem te estende a mão, te ouve, te acompanha, te ajuda, te chama a atenção, te repreende. É quem quer o seu bem, sempre ou num instante.

Quero falar agora, dos “de sempre”, pau pra toda obra, tive e tenho pessoas assim.  São pra mim uma família, não a segunda, mas apenas família. São intocáveis, eu diria!

Até pouquíssimo tempo, diria também, que sou uma inimiga para ninguém botar defeito. Não discuto, não provoco, principalmente não prejudico quem deixa de ser amigo. Simplesmente ignoro. Não me dedico mais à aquela pessoa. É como se eu pusesse uma lápide sobre alguém que viveu ótimos momentos comigo.

E agora passei a me perguntar: “Quantas pessoas queridas mais, eu irei matar dentro de mim?” Que bem isso pode me fazer?

Os questionamentos começaram depois da prática do Yoga. Eu acreditava realmente, que o Yoga, me transformaria em alguém muito bonzinho, bobinho, até e que eu conseguiria a longo prazo deixar de ser turrona e briguenta. Deixei de ser turrona e briguenta, a curto prazo. Não tenho mais medo de voltar atrás e reconhecer erros, mas não fiquei bobinha ou boazinha.

Estou atenta ao meu coração e ao que me faz bem. Logo, aprendi que ele pode ser grande e perdoar, mas, ele sabe também escolher aquilo que é bom, que é confiável e que merece uma nova chance na nossa vida. Ás vezes a distância não é ódio é só proteção. O coração é sábio e nos ensina todos os dias. Observe o seu!

 

Autor

Marilucy Cardoso

Marilucy Cardoso

Jornalista, mãe, canceriana, nascida em 1973, cheia de histórias para contar e suja algumas panelas nas horas vagas.

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Comentários

  • Lucyene Vilela Lucyene Vilela agosto 26, em 17:56

    Fico feliz pela mudança irmã!! Perdoar nos liberta , nos deixa mais leve, em paz!! Não posso deixar de reproduzir um ensinamento do nosso abençoado Papa Francisco que tenho procurado seguir no meu dia a dia: "O primeiro em pedir desculpas é o mais valente. O primeiro em perdoar, é o mais forte. O primeiro em esquecer, é o mais feliz." E viva a vida!!

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    • Marilucy Cardoso Marilucy Cardoso agosto 27, em 18:17

      É como eu digo esse Papa é mais Pop do mundo! Certeiro! Vamos no caminho do bem! Beijinho

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