Ditados populares, eu sou louca por eles.

Ditados populares, eu sou louca por eles.

Vocês vão perceber que eu tenho fixação por ditados populares, adoro recitá-los de trás pra frente, a torto e à direita. Na minha cabeça, funciona assim: A voz do povo é a voz de Deus. Olha eu e meus ditos.

Ditados populares são certos como matemática. Engraçado, até onde eu me lembro e minha memória é boa, não sou boa em matemática, mas sempre admirei a disciplina e a exatidão dos números.

Não posso dizer que existe um que gosto mais, é que dependendo do assunto uso o ditado popular que melhor se adapta aquela situação.

A verdade dessas frases feitas é tamanha, que na maioria das vezes o ditado tem tom de maldição, daquelas, que o sujeito sabe, que se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Quem não sente um nó na garganta ao ouvir: Quem com ferro fere, com ferro será ferido? Aqui se faz, aqui se paga.

Tem também os de alerta, que deixam qualquer um, com aquela sensação de que não sabemos nada da vida: “O seguro morreu de velho.” “Quem alimenta os porcos, um dia vai comer com eles.” “Diga-me com quem andas, que eu te direi quem és.” É bíblico.

Aliás, passagens bíblicas também foram adaptadas para encorpar o repertório dos ditos populares. Tenho certeza que um dia você já ouviu: “Tudo não terás”. “Atire a primeira pedra, quem nunca pecou.”

Por favor, encontre algum absurdo nos ditados populares. Prova-me que Deus faz e não junta, que pau que nasce torto um dia se endireita,  que aquilo que os olhos não veem o coração sente. Que melhor que um pássaro na mão são dois voando. Que pau que bate em Chico, não bate em Francisco. Que quando um não quer dois conseguem brigar.

Vamos, convença-me que a grama do vizinho não é mais verde, que pimenta nos olhos dos outros não é refresco.

Pois é… Parece um manual do viver. Frases que nos fazem escapar de decepções, nos protegem das expectativas, falando assim, parece que é só decorá-las, colocá-las em prática e ser feliz para sempre. Pareceria… Se um certeiro ditado não tivesse nos avisado, há muitos e muitos anos, que conselho se fosse bom, não seria de graça.

Ouça, pense, arrisque-se e quando der lembre-se que prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Santos ditados!

Autor

Marilucy Cardoso

Marilucy Cardoso

Jornalista, mãe, canceriana, nascida em 1973, cheia de histórias para contar e suja algumas panelas nas horas vagas.

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