Aquele vestido tamanho 38!

Aquele vestido tamanho 38!

Eu já fui vítima do vestido lindo, número 38. Explico: Sabe quando você olha a vitrine de uma loja e suspira pelo vestido que está no manequim, faz planos pra ele, sonda o preço, as formas de pagamento e depois fica sem dormir, pensando no vestido perfeito? Já aconteceu comigo, várias vezes. O problema é quando o vestido não é o seu tamanho e nem cabe no seu bolso.

Então você prova o vestido, uma, duas, três vezes e pensa: Esse é um 38 grande, tá quase fechando, vou emagrecer e vou economizar dinheiro feito louca, mas, esse vestido vai ser meu! Pronto! A vendedora faz aquele embrulho lindo, você deixa cinco ou seis cheques no caixa e sai toda linda e sorridente, com um mico na mão! Sim!

Quem aqui faz dieta quando quer? Quem aqui gosta de espremer o orçamento a ponto de suspender o pão na chapa da padaria, e fica feliz? Resultado? O  seu manequim vai continuar sendo 40, e claro os seus cheques, serão compensados, mês, a mês, pra você não se esquecer da burrice que fez! O que era o vestido perfeito vira uma desgraça pendurada no armário.

Por que eu falei tanto sobre isso? Porque me lembrei de pessoas que cultivam relacionamentos parecidos com o “vestido 38”. Relacionamentos que não servem pra elas, que custam caro e eu não me refiro apenas a dinheiro, mas sim, a saúde, a autoestima, e a outros bens preciosos… Relacionamentos  que são idealizados, mas não são, nem nunca serão realidade. Aí, a pessoa olha pra quem está ao lado e vê o quê? Um mico, tamanho 38, que nem com muita dieta, ou dividido em suaves prestações poderá atender a expectativa dela.  Porque não serve e pronto.

Claro que você pode escolher, manter seu relacionamento de tamanho errado, pendurado no armário, ou, simplesmente abrir mão dele. Deixar pra alguém que sirva e seguir a sua vida a procura de alguém que tenha as suas medidas, que te faça feliz, que te traga paz e amor.

Eu… Voltando ao vestido… Graças a Deus, tenho a minha irmã que usa 38! O meu mico, vai direto pro closet dela, onde quase não pára no cabide. Afinal foi feito pra ela e não pra mim! Não serve? Descarte, vai servir pra outra pessoa.

Autor

Marilucy Cardoso

Marilucy Cardoso

Jornalista, mãe, canceriana, nascida em 1973, cheia de histórias para contar e suja algumas panelas nas horas vagas.

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Comentários

  • Claudia Claudia junho 23, em 11:45

    Simplesmente maravilhoso, e o pior é que conhecemos diversas pessoas assim, e que são incapazes de doarem o que não cabe ! Bjs

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